STJ mantém prisão de Paulo Sirqueira, presidente afastado do Água Santa
Ministro Rogério Schietti rejeitou pedido de liberdade do empresário, investigado na Operação Vectura Corrupta

O processo atinge a direção do principal clube de Diadema e investiga suposta ligação de empresas de transporte com facção criminosa.
O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus formulado pela defesa de Paulo Sirqueira Korek Farias. O dirigente afastado do Esporte Clube Água Santa, de Diadema, permanece detido no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, onde cumpre mandado de prisão temporária válido por 30 dias.
A detenção ocorreu no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil. A ofensiva apura suspeitas de lavagem de dinheiro e infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em 12 companhias de transporte público coletivo que operam na capital paulista.
Paulo Sirqueira estava à frente da viação A2 Transportes, que atende linhas da Zona Sul de São Paulo, mas acabou destituído do posto por determinação da Prefeitura paulistana logo após a deflagração da operação. O empresário teve a prisão ordenada em 17 de setembro e chegou a ser considerado foragido por mais de 48 horas antes de se apresentar voluntariamente na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, no dia 19.
O tribunal também rejeitou solicitação semelhante feita por Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, apontado pela Promotoria como outro articulador do suposto esquema. Entre os alvos que também tiveram prisão decretada na mesma investigação estão o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e Danilo Morgado (PL), candidato a deputado estadual.
Por se tratar de apuração em fase preliminar de inquérito, todos os suspeitos contam com presunção de inocência garantida pela legislação. A redação continuará acompanhando o andamento dos recursos judiciais, os desdobramentos da operação no Ministério Público e eventuais manifestações das defesas formais dos investigados.
O outro lado
Direito de resposta e contraditório, conforme a Lei 13.188/2015.
Paulo Sirqueira Korek Farias— Respondeu em 23 de setembro de 2026
Apresentou pedido de habeas corpus ao STJ contestando a ordem de prisão e sustenta inocência no processo.
Milton Leite— Respondeu em 23 de setembro de 2026
O advogado Henrique Sobreira Barbugiani Attuch alegou que a medida da acusação carece de respaldo jurídico e assegurou que provará a inocência de seu cliente perante a Justiça.
Levi dos Santos Oliveira e Danilo Morgado— Respondeu em 23 de setembro de 2026
Ambos alegam inocência em relação às acusações investigadas na operação.
Fontes
STJ nega liberdade para Paulo Sirqueira, suspeito de ligação com PCC (Diário do Grande ABC)primária(23/09/2026)
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